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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Que pastel assado o que... o negócio é empanada!

Até outro dia a única noção que eu tinha sobre empanadas era a fornecida pelo Pizza Sur, um restaurante argentino (está mais pra pizzaria que serve pratos) em Belo Horizonte (cujo site está fora do ar, por isso não há link).
Empanadas de frango (pollo) e verdura. A massa da de verdura era tipo folhada. Nham!
Mas o que são empanadas? São pastéis, minha gente! Tipicamente argentinos, geralmente assados, com recheios variados e que também podem ser fritos. Mas eles não se assemelham em nada àqueles troços massudos e pesados que encontramos nas lanchonetes de toda esquina. A massa é fina e leve, saborosa e lindamente dourada. O recheio é bem feito, mesmo quando o escolhido é o tão comum frango. O meu sabor preferido é roquefort. Adoro!!
Mas então... eu vivi muito feliz com as empanadas do Pizza Sur até a semana passada.
No feriadão fui a Buenos Aires com uma conjunção familiar peculiar e deliciosa, e por lá ficamos 7 dias nos esbaldando na arquitetura suntuosa e na comida absurdamente farta.
Como a Alê – além de uma desconstrutora capilar de mão cheia – é uma fofa fofíssima, recebi no meu email uma compilação de dicas imperdíveis sobre a cidade.
No dia em que fomos passear pela Recoleta, não sosseguei até que chegássemos ao indicado El Sanjuanino, um bar super antigo que serve as tradicionais empanadas com um atendimento quase surreal de tão desdobrado em gracinhas e atenções!
Aí, depois de tomar uns copos de Quilmes e pedir 2 sabores de empanadas, me senti bem mais irmã dos hermanos! Que delícia!
Foram as únicas empanadas que comi na viagem – depois até comemos um negocio que falaram que era empanada, mas era mentira – e a vontade de repetir a dose tem aumentado a cada dia, especialmente com esse friozinho que tá fazendo em São Paulo. Ai ai.
Próximo passo: fazer minhas próprias empanadas. Mas e a preguiça?

O El Sanjuanino fica na Rua Posadas, 1515 em Recoleta.
Telefones: 4805 2683 e 4804 2909

domingo, 14 de março de 2010

Restaurant Week: algumas impressões

Depois de um longo e tenebroso verão – que teima em não terminar – estou de volta para escrever como nunca por aqui!
Como o último post foi sobre o Restaurant Week, vou falar um pouquinho da minha experiência com o evento: Eu fui a 2 restaurantes participantes e tive impressões bastante diferentes.
O primeiro foi o Capim Santo, que fica pertinho de casa e há tempos eu queria conhecer.
Fizemos reserva pro jantar e quando chegamos a casa ainda não estava aberta. Fiquei me sentindo meio mal de ficar plantada na porta esperando o lugar abrir... quase como se fossem distribuir brindes e eu estivesse na fissura de ganhar alguma coisa. Mais tarde a conta não revelou brinde algum.
O lugar é muito agradável e amplo, com mesas por toda a casa e no jardim ao fundo. Resumindo: a entrada – mix de folhas – estava triste e cansada, com cara de ter sido preparada horas antes; o prato principal – tilápia com crosta de castanha do Pará, acompanhada de vinagrete de tapioca, palmito pupunha e cebola roxa – nos decepcionou em cheio, a tal vinagrete de tapioca era de uma textura desconfortável, que sobrava na boca (que insistência desse povo de usar sagu nas coisas modernas! eu desaprovo.); e a sobremesa – manjar de coco com calda de açaí – era tão previsível quanto insossa.
Se a salada tivesse sido servida como na foto, eu teria até gostado. Na real, o prato era muito triste e murcho. Pena.
A julgar pelo cardápio “normal”, o capim Santo é um lugar ótimo pra ir fora de eventos como o RW, quando o movimento e os clientes são conhecidos pelo time de lá. Assim sendo, terá mais um voto de confiança no futuro.

O segundo foi o Arabia, famosérrimo restaurante árabe conhecido por sua comida impecável e seus preços astronômicos.
Chegamos cedo e conseguimos nos sentar imediatamente (ficar na fila pra comer é algo que não tolero. Ainda não me sinto paulistana a esse ponto!). Como tínhamos que esperar por 2 amigos, pedimos uma esfiha de zahtar pra começar. Imensa e deliciosa, foi quase o suficiente pra deixar as mulheres da mesa satisfeitas! 
Quando chegaram à mesa os pratos do menu do Restaurant Week, achei que o espaço não seria suficiente. Porções fartas e bonitas e o sabor... MUITO bom! Provei todas as opções e incrivelmente me arrependi de ter pedido frango e desejei ter pedido a kafta! 
 (as fotos são do site do RW e do site do Arabia)
Ponto pra eles que captaram a idéia do evento e usaram a oportunidade para cativar clientes até o osso! Não é o tipo de lugar que meus bolsos permitem ir a toda hora, mas para o próximo RW meu nome já tá na lista de reserva! Recomendo fortemente!

Pensando sobre o fusuê causado pelo evento, acho que o movimento descomunal nas casas deixa tudo muito bagunçado e a infraestrutura geralmente não comporta tanta gente. Para compensar o preço baixo proposto, os pratos muitas vezes não condizem com a qualidade habitual de muitos restaurantes, o que causa uma impressão bem ruim. A gente sabe calcular o preço médio de um prato, e se nos servem porcaria só porque o custo tem que ser baixo pra gerar algum lucro, só posso entender como burrice incapacidade intelectual. O RW é uma oportunidade de fazer propaganda e ganhar um trilhão de novos clientes, se o  dono não estiver com sede de lucros  mirabolantes. Acho que vale ir nos lugares onde se sabe que não existe a possibilidade de servirem comida mais ou menos. O Arabia é um desses.
Alguém foi em algum que valeu a pena?

terça-feira, 2 de março de 2010

Depois dos desfiles, a comilança!

Agora que o frenesi do São Paulo Fashion Week já passou, é hora de passarmos a uma outra semana bem especial: ontem teve início aqui em SP a Restaurant Week, um evento de gastronomia que existe em terras brasileiras desde 2007, apesar de já acontecer em Nova York (e outras grandes cidades do mundo) há 17 anos!
A idéia é divulgar a cozinha de diversos restaurantes por preços mais em conta que o praticado normalmente, e de quebra, ajudar uma instiruição social (no caso, a Fundação Ação Criança)
Os cardápios são pré-determinados tentam representar o que é mais característico de cada casa. Na hora de pagar não há susto: em todos os restaurantes participantes o menu de almoço custa R$27,50 e o de jantar , R$39,00.
Não é a refeição mais baratinha do mundo, mas para conhecer resutaurantes bacanérrimos que cobram valores várias vezes mais altos que esses do evento, vale a pena!
Além de São Paulo, outras cidades estão participando. Olha só o cronogama:

Brasília
De 25 de janeiro a 07 de fevereiro de 2010 e
De 19 de julho a 01 de agosto de 2010

São Paulo
De 01 a 14 de março de 2010 e
De 30 de agosto a 12 de setembro de 2010

Vitória
De 01 a 14 de março de 2010
Rio de Janeiro
De 10 a 23 de maio de 2010 e
De 18 a 31 de outubro de 2010

Pernambuco*
De 15 a 30 de março de 2010
(*Recife, Porto de Galinhas Gravatá)

Curitiba
De 31 de maio a 13 de junho de 2010
Recife
De 09 a 22 de agosto de 2010
Belo Horizonte
A definir
Porto Alegre
A definir

Clique aqui para ver a listagem dos restaurantes participantes da SPFW.
Quem quiser ver a listagem dos restaurantes de outras cidades é só passear pelo site do evento.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

As delícias da Wondercakes

Ontem, depois de um almoço no mínimo interessante (mas ligeiramente insatisfatório) fomos levar a Sara, uma amiga querida de BH, pra conhecer a Wondercakes – a primeira (que eu saiba, única) cupcakeria de SP, que fica na Augusta.
Já havíamos provado 2 sabores – brigadeiro e chocolate com maracujá – mas nossa meta de conhecer todos eles precisava do impulso desta voraz colaboradora!
A loja é de encher os olhos e encanta já do lado de fora com sua fachada cor-de-rosa. Por dentro, os bolinhos expostos como objetos preciosos e o teto preenchido com luzinhas que lembram um céu estrelado só fazem arrancar elogios de nós, pobres gulosos de sabores e belezas!
Ao ouvir a atendente (fofa!) cantando todos os sabores, não nos contivemos e levamos 7 cupcakes pra casa!
Na verdade, chegamos só com 6, já que o de banana com nutella foi devorado pelo caminho!
Além desse, trouxemos de blueberries, brigadeiro com pistache, cenoura com especiarias, Bailey’s, triple chocolate (com chocolate meio-amargo belga) e maçã com canela.
Comemos os 7 cupcakes em duas levas e vivemos felizes pra sempre com um monte de endorfina no organismo!
Triple chocolate prestes a ser abocanhado. Atenção para a modernagem no quesito unha!
Vamos aos nossos preferidos:
Bel: 1º Cenoura com especiarias
       2º Maça com canela.
Be: Cenoura com especiarias  
      2º empatados Triple Chocolate, Brigadeiro (que provamos em outro dia) e Maçã com canela.
Sara: Cenoura com especiarias 
        Banana com nutella.
Deu pra ver que o cupcake de cenoura conquistou nosso coração, né? É muito diferente dos outros e se destaca com louvor! No geral a massa de todos eles é bastante úmida, e a incorporação do recheio é uma inovação bem ao gosto da gula brasileira (o bolinho, além de ser lindo, tem que ser uma verdadeira delícia cremosa pra nos agradar!).
Cada cupcake custa R$5,80, e a caixa com 6 sai por R$35,90.
Endereço: Rua Augusta, 2542, Jardim Paulista, São Paulo.
Recomendo a visita pros olhos e pro paladar!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Hambúrguer de Luxo: pura pose


Eu sempre passava na porta do General Prime Burger e via um movimento danado. Ficava curiosa com esse movimento hambúrguer gourmet que rola aqui em São Paulo.
Hoje, enquanto esperávamos o carro ficar pronto, fomos experimentar o tal hambúrguer gerador de furdunços, contando que por lá haveria um tal hambúrguer de cogumelos (pelos quais eu tenho verdadeira obsessão), já que eu não como hambúrgueres de carne.
Sobre o lugar: O sabonete do banheiro é muito cheiroso, as cadeiras são bonitas, as batatas fritas são frescas e crocantes (nada de batatas congeladas!) e a maionese verde-abacate é bem gostosa. De positivo acho que é só. Ah, e o serviço não é ruim, apesar de terem esquecido de perguntar o ponto do hambúrguer do Be.

O salão é imenso e gélido. Não pelo ar condicionado, mas pela completa falta de intimismo e conforto. O cardápio é imenso e muito variado – o que sempre me gera certa desconfiança –  e o preço é absurdo. Paga-se uma média de R$22,00 pelo hambúrguer sem salada (esta é cobrada à parte por R$2,90, se não me engano) com fritas. Se quiser acrescentar algum molho (ponto para a variedade de molhos disponíveis, embora não tenha provado nenhum) são mais R$3,50 na conta por cada molho.
Agora, que tipo de lugar vendedor de hambúrgueres oferece Pepsi ao invés de Coca-Cola? Que me perdoem os adoradores de Pepsi, mas acho um crime não ter Coca como opção. E olha que eu nem sou assim tão fã de refrigerantes, mas a idéia de comer sanduíche acompanhado de batatas fritas pede automaticamente uma Coca pra acompanhar!
Be pediu um Gran Burger pra ver como era o “tradicional” da casa. Foi satisfatório, mas, segundo ele, nada que se compare ao hambúrguer do Ritz.
Eu, frustrada que estava por constatar que não havia no cardápio o hamburguer de cogumelos, pedi um Veggie e fiquei altamente desapontada. Não era horrível, mas não chegava a ser nem surpreendente. Era tipo... comível. E como assim a descrição da opção Vegetariana deles é “Para quem quer dar um tempo na carne.” Dava pra ser menos específico? É que eu não consigo processar essa quantidade de informação.(!) Ao perguntar pros garçons sobre o que continha no Veggie, cada um falou uma coisa diferente, portanto eu nem sei direito o que comi!
Tá, todo mundo pode falar que em hamburguerias a gente come é hambúrguer de carne. Mas eu não gosto de carne e já provei boas possibilidades sem ela por aí. Olha o Piper Rubra de BH que não me deixa mentir!
Acabamos de comer o mais rápido possível, porque a aconchegância do lugar não nos permitia demorar muito, e fomos embora nos prometendo que não voltaríamos mais. Putz, confesso que saí de lá bem murchinha por pagar caro num negócio que, tenho quase certeza, posso fazer melhor em casa.
Menos uma na lista de extravagâncias paulistanas.
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