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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Só percebi agora!


Depois de perceber que a segunda tentativa de escrever aqui também tinha acabado em uma imensa poça de amargura e revolta com a injusta sociedade em que vivemos, percebi que nos próximos 3 dias é melhor eu não forçar a barra pra escrever fofinhamente. TPM é foda, viu!
Volto assim que comer muitos chocolates.
Ah, e semana que vem tem uma visita na fábrica de doces do restaurante Arábia que promete muito. Conto tudo em breve!

Imagem de Paulo Rocker. Daqui.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

No flash, please.


Há muito tempo eu tinha um imenso desejo de ir ao São Paulo Fashion Week.
Achava que seria o máximo ver aquele movimento todo, conseguir assistir aos desfiles e saber tudo das tendências da próxima estação. E se sentir muito fina porque pôde conviver com a nata da sociedade paulistana e porque compartilha com ela o mesmo código de vida chique e descolado.
Mas desde a semana passada eu já nem quero mais.
Depois de passar rapidamente do Shopping Iguatemi no último sábado eu fiquei meio enojada de todo esse mundo glamoroso das marcas e do consumo extremo.
Eu já tinha ido ao Iguatemi algumas vezes, mas sempre durante a semana, quando o lugar já intimida, mas não tanto quanto aos finais de semana, em que todo mundo se monta com roupas super caras, veste a máscara da high society e vai fazer pose pros outros membros do seleto clube que pode se dar ao luxo de comprar alface no, até há pouco tempo*, mais luxuoso shopping de São Paulo.

É muita afetação pro meu gosto. Os movimentos são ensaiados e a maquiagem carregadíssima às 3 as tarde. Enquanto passávamos pela vitrine do Louboutin, uma amiga perguntou: Quanto será que custam esses sapatos? Mil e quinhentos? Mas não. Custava R$11150,00, tá?
Olha, eu adoro momentos mulherzinha, adoro fazer compra e adoraria ter muito mais dinheiro (e quem não gosta de voltar pra casa com sacolas recheadas de roupas novas?!), mas daí a passar todo o meu tempo livre desfilando minha riqueza e acabando com parte dela no shopping pra mostrar pros meus coleguinhas de classe social que eu realmente faço parte da galhera é demais pra mim.
Sinceramente, não quero fazer parte dessa galera nem a pau. E quando tiver meus filhotes não vou deixá-los a mercê das babás belamente uniformizadas 24 horas por dia. As crianças nem devem conhecer a mãe. Cruzes.
Então eu notei que, se eu fosse no SPFW eu possivelmente teria um sentimento muito parecido: Não me sentiria confortável por não pertencer inteiramente àquele universo e não ia achar muita graça em todo o frenesi que é gerado em torno do consumo (nada consciente) dos itens trendy criados pela e para a nata dos fashionistas... o crème de la crème do modus vivendi e operandi dessa grande cidade comedora de criancinhas.
É muito bacana acompanhar a cobertura dos eventos de moda em sites como o Lilian Pacce (super completo e com uma ferramenta ótima pra visualizar os looks de pertinho), o Julia Petit e o Oficina de Estilo, mas também é ótimo ter em mente que além de saber das tendências e dos próximos movimentos que a moda vai traçar pelas ruas, é essencial não se afetar e achar que a gente só vai ter vida se tiver aquele colete fantástico, aquela bota absurda ou o moletom caríssimo da marca tal.
A minha vida tem mais espaço e alegria em pequenos momentos mais legítimos e autênticos que desfiles de qualquer espécie.

*Agora o shopping mais luxuoso de SP é o Cidade Jardim (que não passo nem perto!).
As imagens são daqui.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Hambúrguer de Luxo: pura pose


Eu sempre passava na porta do General Prime Burger e via um movimento danado. Ficava curiosa com esse movimento hambúrguer gourmet que rola aqui em São Paulo.
Hoje, enquanto esperávamos o carro ficar pronto, fomos experimentar o tal hambúrguer gerador de furdunços, contando que por lá haveria um tal hambúrguer de cogumelos (pelos quais eu tenho verdadeira obsessão), já que eu não como hambúrgueres de carne.
Sobre o lugar: O sabonete do banheiro é muito cheiroso, as cadeiras são bonitas, as batatas fritas são frescas e crocantes (nada de batatas congeladas!) e a maionese verde-abacate é bem gostosa. De positivo acho que é só. Ah, e o serviço não é ruim, apesar de terem esquecido de perguntar o ponto do hambúrguer do Be.

O salão é imenso e gélido. Não pelo ar condicionado, mas pela completa falta de intimismo e conforto. O cardápio é imenso e muito variado – o que sempre me gera certa desconfiança –  e o preço é absurdo. Paga-se uma média de R$22,00 pelo hambúrguer sem salada (esta é cobrada à parte por R$2,90, se não me engano) com fritas. Se quiser acrescentar algum molho (ponto para a variedade de molhos disponíveis, embora não tenha provado nenhum) são mais R$3,50 na conta por cada molho.
Agora, que tipo de lugar vendedor de hambúrgueres oferece Pepsi ao invés de Coca-Cola? Que me perdoem os adoradores de Pepsi, mas acho um crime não ter Coca como opção. E olha que eu nem sou assim tão fã de refrigerantes, mas a idéia de comer sanduíche acompanhado de batatas fritas pede automaticamente uma Coca pra acompanhar!
Be pediu um Gran Burger pra ver como era o “tradicional” da casa. Foi satisfatório, mas, segundo ele, nada que se compare ao hambúrguer do Ritz.
Eu, frustrada que estava por constatar que não havia no cardápio o hamburguer de cogumelos, pedi um Veggie e fiquei altamente desapontada. Não era horrível, mas não chegava a ser nem surpreendente. Era tipo... comível. E como assim a descrição da opção Vegetariana deles é “Para quem quer dar um tempo na carne.” Dava pra ser menos específico? É que eu não consigo processar essa quantidade de informação.(!) Ao perguntar pros garçons sobre o que continha no Veggie, cada um falou uma coisa diferente, portanto eu nem sei direito o que comi!
Tá, todo mundo pode falar que em hamburguerias a gente come é hambúrguer de carne. Mas eu não gosto de carne e já provei boas possibilidades sem ela por aí. Olha o Piper Rubra de BH que não me deixa mentir!
Acabamos de comer o mais rápido possível, porque a aconchegância do lugar não nos permitia demorar muito, e fomos embora nos prometendo que não voltaríamos mais. Putz, confesso que saí de lá bem murchinha por pagar caro num negócio que, tenho quase certeza, posso fazer melhor em casa.
Menos uma na lista de extravagâncias paulistanas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Tirando esmalte


Outro dia achei esse potinho numa loja do centrão de SP e lembrei que já tinha visto uma resenha em algum blog (já não lembro qual). Nem lembrava se a resenha depunha a favor ou contra o produto, mas custava R$3,50 e eu tava num dia, digamos, de surto consumista. Precisava gastar nem que fosse 3,50! Aí comprei isso e mais uns esmaltes que o Be achou absurdos (mas eles brilhavam tanto que tive que trazer só pelo prazer de ver tanto brilho num vidrinho).
O potinho da Oceane é um removedor de esmaltes na forma de lencinhos... são uns discos fininhos de um material que parece tnt, só que mais delicado, e que vêm embebidos numa solução sem acetona que promete tirar o esmalte das unhas e ainda hidratar as cutículas.
Bom, achei a embalagem linda (povo esperto, hein!), mas de cara já me incomodei com o lacre: não tinha aquela linha pontilhada pra gente abrir fácil, sabe? Aí quase estrago mais a unha pra tirar o lacre do bendito potinho.
Abri a embalagem e um cheirãaao de baunilha dominou o quarto inteiro. Baunilha é gostoso e tudo, mas o cheiro desses lencinhos é MUITO forte e vai piorando à medida que a gente esfrega pra tirar o esmalte.
Confesso que quando eu soube da existência desse produto fiquei super empolgada achando que era a versão nacional do Nail Polish Remover Pads da Elf, que já tinha experimentado e achado super eficiente, apesar do cheiro também forte. Mas não... Os lencinhos da Oceane demoram pra tirar todo o esmalte e dá preguiça de ficar esfregando freneticamente pra poder se ver logo livre de toda a cor.
Uma pena, porque é tão bonitinho, né?
Vou deixar os lencinhos da minha bolsa pra ter à mão em alguma emergência (hahaha), mas dificilmente esse seria eleito o meu removedor de esmalte do coração.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Gastando tempo para viver a a vida


Assim que eu entrei na faculdade percebi que assistir novela era um pecado dos mais cabeludos. Como, em sã consciência, uma estudante de ciências humanas – crítica a respeito da sociedade de consumo, contra o sistema capitalista que rege toda uma forma vazia de vida – gastaria seu tempo e alienaria sua mente por meio de uma hora em frente à TV assistindo uma enxurrada de idéias conservadoras e insinuações de necessidades de consumo que só a fariam ficar cada dia mais infeliz a respeito de sua real situação?
Mas parece que isso acabou. Ou então foi o tempo da faculdade que levou consigo as regras mais rígidas de conduta politicamente correta e engajada. Agora a gente já pode ver novela sem se sentir uma mulherzinha à toa e sem pensar que não tem vida própria, já que precisa acompanhar a vida imaginária alheia! Fico vendo no twitter as meninas (it girls da internê) comentando cada capítulo com um entusiasmo incrível. Tipo o Galvão das tramas cariocas em tempo real!
E não é impressionante que, pra cada tipo de mulher existente no Brasil, uma hora ou outra vai surgir um tema de novela que consiga prender a atenção até das mais resistentes?
Eu não assisto novela. Assisto seriado americano, que é mais cult (hahaha. ok.). Mas aí apareceu essa novela nova do Manoel Carlos falando sobre moda, mundinho das modelos, glamour e riqueza feelings e pronto: fui fisgada! Porque eu posso ser amélia, mas com exigência de conteúdo nos romances água com açúcar da rede globo.
Sóooo que eu não agüentei assistir mais que 2 capítulos, gente. É ruim demais! Os diálogos com português irritantemente certinho e a forçação de barra no moralismo me fizeram voltar rapidinho pra programação do Discovery Home & Health (que não é o conteúdo mais pra frentex do universo, mas quartas de beleza e quintas em casa me divertem à beça!).
A gente pode até ser livre e desimpedida pra ver novela o quanto quiser, mas será que vale a pena???
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